domingo, 13 de novembro de 2011

Céleres volta a rever para cima estimativa de plantio do milho » Notícia » Portal do Agronegócio


A expectativa positiva para a comercialização de milho no mercado mundial estimula o plantio no Brasil e a consultoria Céleres volta a rever para cima sua estimativa para a safra 2011/2012. O quarto acompanhamento de safra, divulgado nesta segunda, dia 7, mostra área de 8,709 milhão de hectares, aumento de 14,5% em comparação à 2010/2011 e de 2,6% ante o levantamento anterior. A produtividade média projetada é de 4.419 quilos por hectare, aumento de 1,8% em relação à safra 2010/2011. A produção deve chegar a 38,488 milhão de toneladas, incremento de 16,5% em relação à 2010/2011.

Segundo a Céleres, apesar de o plantio da safra de verão ainda não ter sido finalizado, os negócios relacionados à safra de inverno "estão a todo vapor, tanto na comercialização futura da produção quanto na compra dos insumos". A área prevista para ser semeada a partir de janeiro (Mato Grosso é o primeiro Estado a plantar a safrinha) é de 6,010 milhão de hectares, crescimento de 9,3% em comparação à 2010/2011 e de 4,4% ante a previsão feita em outubro.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paraná devolve área ao milho e recupera liderança » Notícia » Portal do Agronegócio


Paraná devolve área ao milho e recupera liderança » Notícia » Portal do Agronegócio
Com o plantio de verão na reta final, o Paraná confirma expansão de 19,8% na área do milho e recuo de 0,2% nas lavouras de soja, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo 2011/12. A mu­­dança é suficiente para devolver ao estado o posto de maior produtor nacional do cereal no verão, perdido para Minas Gerais na temporada anterior, quando a cultura teve a sua menor área já registrada em campos paranaenses.

Os preços pagos ao produtor do Paraná estavam mais de 50% acima da média de 2010 na época do planejamento do plantio do milho, o que fez a diferença, de acordo com o agrônomo Robson Mafioletti, analista técnico-econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) que participa da Expedição Safra desde sua primeira edição, em 2006/07. A “estrela” da safra anterior foi a soja. Este ano tem tudo para ser o ano do milho, conforme o relatório da Expedição.

O cereal avança sobre a oleaginosa com mais força no Paraná do que em outras regiões agrícolas do país, conferiram técnicos e jornalistas do projeto. O estado tem alcançado o melhor índice de produtividade do país, o que ajuda a recompensar os investimentos na cultura.

Com 900 mil hectares, o milho deve render 6,98 milhões de toneladas, fazendo a diferença nesta temporada (são 400 mil toneladas acima das previsões mais otimistas sobre a colheita de Minas Gerais). Como as espigas rendem mais que as vagens de soja em peso, a colheita dessas duas culturas – que representam 97% da safra de verão do Paraná – deverá crescer de 21,20 milhões para 21,89 milhões de toneladas (3,25%), projeta a Expedição. Juntos, milho e soja somam 5,56 milhões de hectares, área 2,6% maior que a de um ano atrás.

O recuo da soja, em área, foi menor que o avanço do milho. Houve encolhimento também das lavouras de feijão e das pastagens, confirmaram produtores e técnicos do setor. A lucratividade da oleaginosa ainda é considerada melhor que a do milho em parte das regiões agrícolas, principalmente onde o cereal não passa de 8 mil quilos/ha ou a soja se aproxima de 4 mil quilos/ha. De forma geral, as duas culturas mostram-se lucrativas, mas o cereal ganha a dianteira em regiões como Guarapuava, com marcas acima de 12 mil quilos e previsão de receita líquida de até R$ 3 mil/ha.

A recuperação dos preços era o que o produtor Márcio del Galo, de Cascavel (Oeste), esperava para ampliar a área do ce­­real. “Vamos ter que subir ainda mais nas próximas safras, para melhorar o sistema de rotação de cultura”. Nos 160 hectares cultivados por sua família, a soja ficou com 120 e o milho com 40. Na temporada anterior, a relação era de 127/33. Sua expectativa é de produtividade igual ou superior à do ano passado (3,45 mil e 12 mil quilos por hectare, respectivamente). “Pela tecnologia, tem que se manter”, disse.

A maioria dos produtores não aposta em elevação da produtividade devido ao receio de que o fenômeno La Niña provoque estiagens ou torne as chuvas irregulares no verão. Conforme a estimativa da Expedição Safra, se o La Niña se expressar de forma moderada, como preveem os meteorologistas, a produtividade da soja tende a cair 2,4% e a do milho 1%.

domingo, 30 de outubro de 2011

Milho: falta de semente no mercado preocupa produtores de MT » Notícia » Portal do Agronegócio


A instabilidade no setor foi provocada pelo aumento de 30% da área destinada ao milho verão, produzido na região Sul, e a expectativa de acréscimo de 20% no milho segunda safra em Mato Grosso. No entanto, apesar do preço do grão ter sofrido uma alta considerável este ano, o que provocou o aumento da área de produção, as indústrias produtoras de sementes não se prepararam para atender a demanda crescente.

Ao menos é o que afirma o gerente de uma revenda em Sorriso. Conforme o dirigente, hoje não há mais sementes de ponta disponíveis no município. “As principais sementeiras, a Monsanto, Pioneer e Dow AgroSciences, não vão conseguir atender a demanda. Acredito que eles só vão conseguir oferecer sementes para apenas 15% dos 30% da área aumentada para a cultura na próxima safra. Quem ainda não comprou, vai ficar muito limitado”, explica.

O gerente ainda acrescenta que as empresas no segmento de híbridos de milho ampliaram em apenas 20% a área de pivôs de produção de semente, porcentagem insuficiente para atender a demanda que aumentou em 50% no país.

Para ele, a opção que o produtor tem agora é utilizar sementes com tecnologia inferior ou optar por outra cultura, como sorgo ou feijão. Até agora, cerca de 80% dos produtores de Sorriso já compraram os híbridos das melhores tecnologias, já os outros 20% terão que optar por sementes com tecnologia inferior.

O gerente de outra revenda de insumos agrícolas de Sorriso, Luciano Da Caf, que comercializa sementes com tecnologia Monsanto, mas com qualidade e produtividade inferiores e mais baratas aos híbridos de ponta, disse que o reflexo da falta de semente já pode ser notado em seu comércio.

De acordo com Caf, o aumento pela procura das sementes inferiores já alcançou 10%. Só nesta semana o comerciante já vendeu seis mil sacas de semente, sendo que em todo ano de 2010 a revenda comercializou 13 mil sacas. Até agora, já foram vendidos 16 mil sacas, e a expectativa é chegar a 20 mil.

“A Monsanto cancelou o repasse de 22% das sementes que viriam para Mato Grosso, isto por causa da alta demanda. Este cancelamento provocou, até agora, um aumento de 10% nas vendas de outras sementes que no ano passado não eram procuradas. Neste ano, os produtores estão vindo atrás para comprar o quanto antes estas sementes”, disse o gerente.

Mas seu Argino Bedin está tranquilo. Há 60 dias um dos maiores produtores de Sorriso se adiantou e comprou as 8 mil sacas de milho de tecnologia de ponta para plantar assim que colher a soja. “Fiquei sabendo que alguns pedidos de sementes foram remanejados, e alguns até reduzidos. Isto ninguém esperava, pois nos anos anteriores os produtores compravam milho a hora que queriam, pois sempre tinha de sobra. Esse ano está sendo bem diferente”, comentou o empresário rural.

Apesar da insegurança no mercado, revelada pelos gerentes de revendas e produtores de Sorriso e de toda a região, a empresa Monsanto não confirma os dados de que faltariam sementes para atender a demanda cuja previsão é de acréscimo é de 50% - 20% milho verão e 30% milho safrinha. Por meio da assessoria, o gerente de Marketing de Milho e Sorgo da Monsanto, Sandro Rissi, se limitou a dizer que "dados do mercado apontam que cerca de 70% do milho comercializado na safra 2011 possuía algum tipo de biotecnologia. A expectativa é de que, na próxima safra, esse número chegue a 90%. Além disso, estima-se que grande parte dos agricultores do Mato Grosso já compraram suas sementes. Com relação ao fornecimento de híbridos de milho com biotecnologia, a Monsanto informa que projetou crescimento do mercado de milho no Brasil, com a expectativa de atender a crescente demanda dos agricultores".

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Como é feita a Pipoca Doce Industrial



Conselho Internacional de Grãos espera produção recorde na safra global de milho » Notícia » Portal do Agronegócio


A produção global de milho deve crescer 3,5% em relação à temporada anterior, atingindo um recorde de 855 milhões de toneladas em 2011/2012, afirmou nessa quinta, dia 27, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês). A estimativa anterior do IGC era de 845 milhões de toneladas.

A produção da Europa é estimada pelo IGC no volume sem precedentes de 63,8 milhões de toneladas, superior ao recorde de três anos atrás e oito milhões de toneladas a mais do que temporada 2010/2011. O IGC espera que a China produza 183 milhões de toneladas, três milhões de toneladas a mais do que previa em setembro. Enquanto isso, a safra de milho do Brasil é estimada em 27 milhões de toneladas e a da Argentina, em 60 milhões de toneladas.

“As perspectivas para a produção global de milho melhoraram durante o último mês, de modo que a previsão de safra é recorde, ou está perto, em muitos dos principais produtores” disse o IGC.

Embora haja mais grãos disponíveis do que o esperado anteriormente, o consumo também deve aumentar, segundo o IGC. Portanto, os estoque finais são estimados em apenas cinco milhões de toneladas a mais, totalizando 123 milhões de toneladas.

As importações da China foram revisadas para cima em um milhão de toneladas, para quatro milhões de toneladas - ainda abaixo as estimativas da indústria -, enquanto a expectativa é de que a Europa consuma mais grãos para ração.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Boas condições garantem área de milho 11/12 » Notícia » Portal do Agronegócio


Com as chuvas mais regulares nesta reta final de outubro, o que se colhe neste momento do campo é um avanço de 23,5 pontos percentuais em relação ao ritmo observado em igual período do ano passado. Mais que um indicador de uma boa safra à soja mato-grossense, esta performance revela que a área destinada ao cultivo do milho segunda safra, dentro da janela de plantio, está assegurada.

O desenvolvimento das lavouras de soja é determinante ao milho porque no Estado a mesma área é ocupada pelas duas culturas. Primeiro se plantam variedades mais precoces de soja – com ciclo de desenvolvimento mais curto – para que até fevereiro possa se semear o milho. Na medida em que a colheitadeira vai varrendo os hectares, logo atrás estão as plantadeiras alinhadas para cobrir a área com a semente do cereal. E considerando o ritmo da semeadura da soja registrado até o último dia 20, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 40% da área prospectada à sojicultura está semeada, o que significa dizer que a cobertura atingiu 2,71 milhões de hectares, de um total de 6,78 milhões.

Como a média histórica mostra que a segunda safra do milho costuma aproveitar 30% da área da soja, o que neste ano representaria 2,03 milhões, pode-se se dizer que salvo qualquer incidente, Mato Grosso está com área garantida à semeadura da segunda safra, já que dos 2,71 milhões cobertos com a oleaginosa até o momento, o milho irá demandar pouco mais de 2,03 milhões.

O ritmo atual do plantio no Estado supera não apenas o visto no ano passado, mas também os 31% registrados pelo Imea em igual período de 2009, quando o clima permitiu os trabalhos, sem as complicações registradas no ano passado, que fizeram o início da temporada 10/11 ser atípico. As chuvas são tão decisivas para o sojicultor que neste mês, mesmo com área 8,65% superior aos 6,24 milhões de hectares da safra 10/11, o cultivo atual consegue superar a marca daquela temporada. Na analogia com os trabalhos empregados na safra 09/10, quando 51% da área estavam plantados, há perda, mas naquele ciclo os hectares somaram somente 5,94 milhões, ou, 14,14% abaixo da área 11/12. “Com o plantio da safra 11/12 de soja avançando a cultura do milho começa a ter seu espaço definido”, aponta o Imea. Como destaca o Instituto, no ano passado o milho cobriu 37% da área inicialmente reservada à soja. Mesmo que esse percentual se repita em 2012, o milho demandaria cerca de 2,5 milhões de hectares, volume já assegurado no atual ritmo de plantio.

“Em Lucas do Rio Verde, onde o plantio de soja alcançou 68,8% da safra 11/12, a área de milho na safra 10/11 representou 54% da área de soja, revelando que a extensão que deve ser utilizada como 2ª safra já esteja toda plantada. Em Sorriso, onde o plantio de soja já alcançou 60% da safra 11/12, com a área de milho representando 37% da área de soja da safra passada, também deve haver uma boa safra de milho no próximo ano”.

AVANÇO – O plantio da soja no médio norte do Estado disparou em outubro. Conforme o Imea, a região que é a mais importante produtora de grãos do Estado – representa quase 40% do total de soja ofertado a cada safra – está 33,2 pontos percentuais (pp) a frente do observado no ano passado. Dos 2,64 milhões que deverão ser cultivados neste ano, 52,4% estão semeados. O destaque desta porção é Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá) com 68,8% dos 242 mil hectares previstos, cobertos. Em seguida está a região oeste com 44,6% dos 976,71 mil hectares semeados. O município mais adiantado é Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), cuja área de 367,5 mil hectares tem 55% semeados.

GRÃOS - No levantamento da safra 05/06 pela Conab, a produtividade média mato-grossense de 46 sacas por hectares. Conforme levantamento realizado pelo Imea, nesta última safra, em 10/11, a produtividade média estadual saltou para 53 sacas, aumento de 15,21%. A cada safra há uma quantidade maior de tecnologia disponível ao produtor de soja, garantindo o ganho de produtividade.