sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Estiagem já provoca perdas irreversíveis em lavouras do sul do Brasil



A falta de chuvas está castigando as lavouras da região sul do país. Os estados que mais estão sofrendo com a seca são o Rio Grande do Sul, o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Santa Catarina e Mato Grosso também sentem os efeitos negativos da estiagem.

O início do verão, no dia 22 de dezembro, deverá agravar ainda mais a situação, pois pode trazer temperaturas mais altas e clima ainda mais seco. A estação será influenciada pelo La Niña, que se caracteriza pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno tem intensidade menor que no último verão, mas a diminuição da chuva será maior em relação a 2010 devido ao posicionamento das águas frias na região equatorial do Pacífico.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o prejuízo do déficit hídrico já supera o valor de R$ 1 bilhão apenas na safra de milho. De acordo com o analista Farias Toigo, as condições climáticas adversas já estão inlfuenciando nos preços do grão. "Nos últimos dias, a saca subiu de R$ 24,00 para R$ 30,00 no interior", disse.

De acordo com dados divulgados pela Emater/RS nesta quinta-feira (22), o milho e o feijão são as culturas mais afetadas no estado. Entre 40% e 50% das lavouras terão atravessado as fases de floração e enchimento de grãos em condições críticas quanto à presença de umidade no solo, fator indispensável para se garantir uma boa produtividade.
As lavouras que se encontram em desenvolvimento vegetativo, cerca de 34% do total cultivado, também apresentam problemas na sua evolução, como murchamento das folhas basilares e crescimento deficiente, informou a Emater.

Em alguns municípios, as perdas já estão entre 60 e 80% da produção. Em municípios do noroeste do estado, a produtividade já está seriamente comprometida e deverá provocar um severo declínio na produção final.

A situação se agrava ainda mais em locais em mesmo que a chuva chegue, a situação da perda não poderá ser revertida. Em municípios como Liberato Suzano, as perdas irreversíveis já chegam a 60%.

No Rio Grande do Sul, a estiagem é mais forte em pontos do oeste e do sudoeste do estado. O déficit hídrico pode se agravar nessas regiões, e em outras também, por conta da chegada do verão. O regime de chuva no verão é diferente do inverno. As frentes frias passam pelo Estado com menor freqüência e mais pela costa.

Os recordes históricos de calor do Rio Grande do Sul de 1917 e 1943 se deram durante severas estiagens. Pelo menos duas ondas de calor podem ser de forte intensidade em janeiro. Na Metade Oeste do Estado, o verão deve ser mais quente com muitos dias de calor excessivo em que as máximas ficarão entre 35ºC e 40ºC.

Paraná
No Paraná, a situação da seca não é diferente ou menos grave do que no Rio Grande do Sul. Cerca de dois terços das lavouras de grãos do estado sofrem com chuvas irregulares e escassas. As precipitações já se mostram insuficientes nas regiões sudoeste, oeste, noroeste, centro-oeste, norte e norte pioneiro. Há propriedades em que não chove há mais de 30 dias.

Margorete Demarchi, agrônoma do Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado da Agricultura, avalia que 62% do milho e 44% da soja – em floração e frutificação – estão suscetíveis a perdas climáticas.

“Se não chover dentro de uma semana, teremos uma forte perda na colheita”, disse o agricultor Ademir Casarotto, de Maringá (Noroeste).

O última safra em que o Paraná enfrentou quebra na produção em função do La Niña foi a de 2005/06, quando o fenômeno foi considerado forte. As perdas foram de 4,13 milhões de toneladas de grãos (58% soja), conforme as estatísticas do Deral.

O fenômeno se repetiu na safra passada, com intensidade moderada, sem provocar perdas no verão, o que foi considerado uma exceção. Desta vez, a intensidade também é moderada e as previsões são de chuvas escassas e irregulares para o Sul do país para dezembro e janeiro.

No Paraná, uma das culturas mais afetadas é a soja, e o estado é o segundo maior produtor nacional da oleaginosa. "Toda a soja está em situação crítica em relação à estiagem. Temos 40% em fase de floração, 50% entrando em floração e apenas 10% na frutificação. Em muitas áreas, não chove há 30 dias. Temos verdadeiros bolsões de estiagem", disse o diretor do Deral, Otmar Hubner.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Seca prejudica as lavouras de verão no RS


Seca prejudica as lavouras de verão no RS
A seca que afeta a maior parte das regiões do Estado já está causando transtornos para os agricultores gaúchos. Enquanto no Nordeste no Estado as plantações de milho estão apresentando perdas irreversíveis, na Metade Sul e na Região Metropolitana a falta de chuvas aumenta os gastos dos produtores de arroz e prejudica a irrigação das lavouras.

Na Serra, o fornecimento de água à população urbana, assim como em algumas áreas rurais, já começa a ser afetado devido à pouca quantidade de chuva. Segundo dados da Fepagro de Veranópolis, o ano de 2011 teve o mês de novembro mais seco desde 1955, quando começou a coleta de dados no munícipio. No mês passado, foram registrados apenas 13 milímetros de chuvas no local, enquanto a média histórica para o período seriam 134 milímetros. A queda tem afetado as lavouras de milho, especialmente aquelas que foram plantadas antes do final de setembro, as quais estão em fase de floração e formação das espigas. O agricultor Marcelo Casagrande, que cultiva 25 hectares de milho em Guaporé, acredita que cerca de 50% de sua lavoura está perdida. "Mesmo que chove bem a partir de agora não tem mais como recuperar muitas partes da plantação", comenta.

A estiagem também tem atrasado a semeadura das áreas onde ainda está sendo realizado o plantio, que chegou a ser suspenso na maior parte das propriedades da Serra. Segundo Ênio Todeschini, agrônomo da Emater-RS, dos 150 mil hectares que deveriam ser semeados com milho na região, 20% ainda não foram semeados.

Todeschini lembra que os fruticultores da Serra também estão enfrentando dificuldades com a seca. A falta de umidade e o calor têm apressado a maturação e o crescimento das frutas, afetando especialmente a produção de pêssegos e de uvas. "No caso dos parreirais, o tempo mais seco é benéfico a partir de dezembro, para melhorar a qualidade dos cachos. Mas a falta de água em novembro reduz o volume das bagas e faz muitos grãos caírem, interferindo no rendimento."

Em relação ao arroz, nas regiões da Campanha, Fronteira-Oeste e zona Sul, tradicionais produtoras do cereral, diversas lavouras têm necessitado de "banhos" para acelerar a germinação nas áreas plantadas, uma vez que sem as chuvas esperadas para o período os grãos não brotam. "Essa prática acaba encarecendo os custos de produção", afirma Roberto Oliveira da Silveira, secretário de Agricultura de Santa Vitória do Palmar.

Já os produtores de arroz do entorno da Região Metropolitana, que se servem dos rios Gravataí e dos Sinos como fonte de irrigação para suas lavouras, estão sofrendo com o baixo nível das águas. Na semana passada, obedecendo a uma resolução do Conselho de Recursos Hídricos do Estado, os arrozeiros chegaram a suspender as atividades de bombeamento de água a fim de não prejudicar o abastecimento da população urbana. Nesta terça-feira, o município de São Leopoldo chegou a declarar estado de emergência, e fará racionamento das 7h às 15h. Atualmente, o nível do Rio dos Sinos está em 60 centímetros, o menor em dez anos.


Jornal do Comércio
Autor: Marcelo Beledeli

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Plantio define produtividade do milho safrinha » Notícia » Portal do Agronegócio


Em época de milho safrinha, é importante que alguns cuidados de manejo sejam postos em prática. Eles podem garantir a sanidade da plantação e a produtividade esperada. Uma das principais medidas que deve ter atenção do produtor é o plantio na época adequada. Ele deve ser feito o mais cedo possível dentro do período indicado, o que garante a produtividade de até 130 sacos por hectare. Segundo José Carlos Cruz, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, por ser um milho plantado fora da época normal, há grande possibilidade de produtores de milho safrinha encontrarem problemas de falta de água.

O produtor deve evitar os solos mais arenosos. Na realidade, o planejamento de plantio de milho safrinha começa quando o produtor está plantando, por exemplo, a soja no verão. Os produtores que pretendem plantar milho safrinha, devem adquirir cultivares de soja com ciclo de aproximadamente 110 dias e plantá-la no período adequado para conseguir um plantio de milho safrinha no mês de fevereiro — explica o pesquisador.

De acordo com ele, todas as medidas que servirem para aumentar a disponibilidade de água no solo devem ser feitas. A partir daí, o produtor deve ter cuidado com o tipo de solo e utilizar o plantio direto.

Quanto ao espaçamento, não há nenhuma modificação, o que traz ao produtor a vantagem da praticidade. O único ajuste a ser feito é na densidade do plantio. Normalmente, ela é 20% menor do que a utilizada na safra. Já com relação à adubação, como a perspectiva de produtividade é menor, a quantidade de adubo aplicado também é menor — conta.

Quando o assunto são as pragas, os cuidados são os mesmos. Cruz diz que no caso do milho, hoje, a semente transgênica é 60% mais usada que a semente convencional. Com isso, a lagarta, uma das principais pragas da cultura, deixou de ser um problema. No entanto, o produtor precisa fazer um monitoramento da lavoura porque existem ainda outras pragas secundárias de relativa seriedade.

Mesmo plantando sementes transgênicas, o agricultor precisa fazer o tratamento delas. Ele deve verificar qual praga é mais comum em sua região para realizar o tratamento adequado — orienta.

Ainda segundo o entrevistado, na safrinha, a maior preocupação é o plantio, que deve ser feito o mais cedo possível dentro da época recomendada. Ele conta que os produtores que plantam na época recomendada têm atingido uma produção de até 130 sacos de milho por hectare.

Percebe-se que o produtor está bem profissionalizado. No entanto, deve procurar assistência de profissionais especializados — conclui.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Milho e Sorgo através do número (31) 3027-1100.

domingo, 27 de novembro de 2011

Segunda safra de milho coloca país em situação privilegiada no cenário internacional » Notícia » Portal do Agronegócio


Odacir Klein, presidente-executivo da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel), destaca um "detalhe" inquestionável quando o debate são os investimentos maciços feitos nessa época de plantio. "A produção da safra de verão de milho deverá chegar a 37 milhões de toneladas. Já a da segunda safra chegará a 27 milhões. Temos um consumo interno de 50 milhões de toneladas de milho. Ora, sem a segunda safra, teríamos uma carência de 13 milhões de toneladas do cereal", pontua.

Klein ainda reforça que a segunda safra de milho é fundamental para o abastecimento do país e para que sejam criados excedentes exportáveis. Somente em Mato Grosso, principal estado produtor, a produção chegará a 9,4 milhões de toneladas, ultrapassando o Paraná, no patamar de nove milhões de toneladas. Mesmo antes de semeado, o milho segunda safra, que começará a ser plantado após a colheita da soja no estado de Mato Grosso, tem expressiva parcela já vendida. Entre os principais mercados consumidores, destaque para Arábia, Colômbia e Coreia do Sul.

Nesse cenário, entre as previsões apontadas por Odacir, estão o aumento da demanda por proteínas animais, o crescimento do volume de milho para etanol, aumentos expressivos da produtividade e três situações que deverão ocorrer no mercado internacional: a China aumentará as importações, a Argentina buscará agregar valor ao cereal, transformando o milho em combustível e em rações para aves, e os Estados Unidos passarão por um cenário competitivo entre o milho destinado para etanol e a quantidade do cereal que deverá ser destinada às exportações.

LIDERANÇA NA PRODUÇÃO - Parte dessa conjuntura será comum ao Brasil, na visão do produtor rural e prefeito do município de Lucas do Rio Verde-MT Marino José Franz. "O Mato Grosso deverá agregar valor ao produto. Temos um potencial muito grande, mas temos também que diversificar nossa produção, viabilizando o segmento de carnes. Essa será a principal maneira de viabilizarmos nosso principal negócio, a agricultura", disse. E em uma situação semelhante aos Estados Unidos, maiores produtores de etanol a partir do milho, Marino destaca que a falta de logística de Mato Grosso levará o Estado a investir nessa possibilidade. "Reproduzo aqui uma afirmação do ex-governador, Blairo Maggi: iremos produzir etanol a partir do milho", destacou.

O prefeito apresentou em painel sobre o escoamento da produção do milho segunda safra dados que colocarão o estado de Mato Grosso na liderança da produção agrícola. "Mato Grosso é a única região viável para o plantio da segunda safra em escala no mundo", afirmou. A projeção de Marino Franz é que a produção de milho ultrapasse as 16 milhões de toneladas em 2014, com mais 10 milhões de hectares de área sendo incorporados à agricultura provenientes de pastagens. "Não haverá estrada para suportar essa produção. É sete vezes mais em conta transportar frango do que milho. Por isso, o setor de carnes viabilizará nosso principal negócio", antecipou.

Diante desse contexto, o prefeito reforçou o crescimento do município proporcionado pela agricultura. De R$ 106 mil em 1996, o PIB subiu para R$ 1,3 milhão em 2011. "O próprio Brasil não conhece o potencial do nosso estado. Ou temos opções concretas para melhorias na logística de transporte, com a viabilização de ferrovias para nos ligar ao Pacífico, ou teremos realmente que investir em consumo", frisou. Hoje, o custo do frete de grãos até o porto mais próximo representa mais de 45% do valor obtido pela venda de uma tonelada de grãos. Já em Ponta Grossa, esse valor representa apenas 8%.

Dourados-MS sediará próxima edição

Em assembleia realizada no final da tarde desta terça-feira, 22, foi definida a próxima cidade que sediará o Seminário Nacional de Milho Safrinha: Dourados-MS. O evento será uma promoção da ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo) e terá a realização da Embrapa Agropecuária Oeste, sediada no mesmo município. O pesquisador Gessi Ceccon será um dos responsáveis pela realização da próxima edição do seminário.

O XI Seminário Nacional de Milho Safrinha, promovido pela Fundação Rio Verde e ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo), é uma realização da Fundação Rio Verde, com patrocínio da Aprosoja, Cearpa, Sicredi, Nitral Urbana, Bayer, Basf, Syngenta, Pioneer, FMC, Dekalb e Bio Gene. Apoiam o evento o Sindicato Rural e a Prefeitura Municipal de Lucas do Rio Verde.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Você Sabia ?


a. O uso da biotecnologia é bem mais antigo do que muitos imaginam. Esse método era utilizado no preparo de pães, bolos cervejas e vinhos, quando não existia o fermento industrializado. Para a massa do pão crescer, esta ficava exposta à ação de leveduras (fungos presentes no ar), que, ao consumirem o açúcar do amido, liberavam gás carbônico.

Hoje, a biotecnologia está inserida no dia a dia por meio de diversas técnicas como, teste de paternidade; as técnicas de clonagem e de DNA recombinante, que possibilitou a criação dos transgênicos; a geração de linhagens de células-tronco embrionárias, capazes de se transformar em qualquer um dos 216 tecidos do corpo humano; a terapia gênica que ativa ou substitui genes associados à doenças; aplicação em processos industriais para a descoloração de calça jeans e fabricação de sabão em pó e tira-manchas.

b. A primeira droga feita com a técnica de DNA recombinante é a insulina humana sintética que chegou ao mercado em 1982. A bactéria Escherichia coli recebeu o gene relacionado à produção desse hormônio e passou a produzi-lo, possibilitando a venda em larga escala. Antes da chegada da insulina transgênica, a maioria dos diabéticos utilizava insulina retirada do pâncreas de porcos. Outros exemplos de medicamentos provenientes de organismos transgênicos são as enzimas que dissolvem coágulos, utilizadas logo após um infarto, e o hormônio de crescimento humano.

c. A quantidade de cromossomos necessária para guardar as seqüências de DNA é o que determina a espécie.

a. homem – 23 pares de cromossomos
b. cachorro – 39 pares de cromossomos
c. cavalo – 32 pares de cromossomos
d. sapos – 11 pares de cromossomos
e. arroz – 12 pares de cromossomos
f. trigo – 21 pares de cromossomos
g. jacaré – 16 pares de cromossomos

» Postado em: Biotecnologia, Enciclopédia Monsanto

domingo, 13 de novembro de 2011

Céleres volta a rever para cima estimativa de plantio do milho » Notícia » Portal do Agronegócio


A expectativa positiva para a comercialização de milho no mercado mundial estimula o plantio no Brasil e a consultoria Céleres volta a rever para cima sua estimativa para a safra 2011/2012. O quarto acompanhamento de safra, divulgado nesta segunda, dia 7, mostra área de 8,709 milhão de hectares, aumento de 14,5% em comparação à 2010/2011 e de 2,6% ante o levantamento anterior. A produtividade média projetada é de 4.419 quilos por hectare, aumento de 1,8% em relação à safra 2010/2011. A produção deve chegar a 38,488 milhão de toneladas, incremento de 16,5% em relação à 2010/2011.

Segundo a Céleres, apesar de o plantio da safra de verão ainda não ter sido finalizado, os negócios relacionados à safra de inverno "estão a todo vapor, tanto na comercialização futura da produção quanto na compra dos insumos". A área prevista para ser semeada a partir de janeiro (Mato Grosso é o primeiro Estado a plantar a safrinha) é de 6,010 milhão de hectares, crescimento de 9,3% em comparação à 2010/2011 e de 4,4% ante a previsão feita em outubro.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paraná devolve área ao milho e recupera liderança » Notícia » Portal do Agronegócio


Paraná devolve área ao milho e recupera liderança » Notícia » Portal do Agronegócio
Com o plantio de verão na reta final, o Paraná confirma expansão de 19,8% na área do milho e recuo de 0,2% nas lavouras de soja, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo 2011/12. A mu­­dança é suficiente para devolver ao estado o posto de maior produtor nacional do cereal no verão, perdido para Minas Gerais na temporada anterior, quando a cultura teve a sua menor área já registrada em campos paranaenses.

Os preços pagos ao produtor do Paraná estavam mais de 50% acima da média de 2010 na época do planejamento do plantio do milho, o que fez a diferença, de acordo com o agrônomo Robson Mafioletti, analista técnico-econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) que participa da Expedição Safra desde sua primeira edição, em 2006/07. A “estrela” da safra anterior foi a soja. Este ano tem tudo para ser o ano do milho, conforme o relatório da Expedição.

O cereal avança sobre a oleaginosa com mais força no Paraná do que em outras regiões agrícolas do país, conferiram técnicos e jornalistas do projeto. O estado tem alcançado o melhor índice de produtividade do país, o que ajuda a recompensar os investimentos na cultura.

Com 900 mil hectares, o milho deve render 6,98 milhões de toneladas, fazendo a diferença nesta temporada (são 400 mil toneladas acima das previsões mais otimistas sobre a colheita de Minas Gerais). Como as espigas rendem mais que as vagens de soja em peso, a colheita dessas duas culturas – que representam 97% da safra de verão do Paraná – deverá crescer de 21,20 milhões para 21,89 milhões de toneladas (3,25%), projeta a Expedição. Juntos, milho e soja somam 5,56 milhões de hectares, área 2,6% maior que a de um ano atrás.

O recuo da soja, em área, foi menor que o avanço do milho. Houve encolhimento também das lavouras de feijão e das pastagens, confirmaram produtores e técnicos do setor. A lucratividade da oleaginosa ainda é considerada melhor que a do milho em parte das regiões agrícolas, principalmente onde o cereal não passa de 8 mil quilos/ha ou a soja se aproxima de 4 mil quilos/ha. De forma geral, as duas culturas mostram-se lucrativas, mas o cereal ganha a dianteira em regiões como Guarapuava, com marcas acima de 12 mil quilos e previsão de receita líquida de até R$ 3 mil/ha.

A recuperação dos preços era o que o produtor Márcio del Galo, de Cascavel (Oeste), esperava para ampliar a área do ce­­real. “Vamos ter que subir ainda mais nas próximas safras, para melhorar o sistema de rotação de cultura”. Nos 160 hectares cultivados por sua família, a soja ficou com 120 e o milho com 40. Na temporada anterior, a relação era de 127/33. Sua expectativa é de produtividade igual ou superior à do ano passado (3,45 mil e 12 mil quilos por hectare, respectivamente). “Pela tecnologia, tem que se manter”, disse.

A maioria dos produtores não aposta em elevação da produtividade devido ao receio de que o fenômeno La Niña provoque estiagens ou torne as chuvas irregulares no verão. Conforme a estimativa da Expedição Safra, se o La Niña se expressar de forma moderada, como preveem os meteorologistas, a produtividade da soja tende a cair 2,4% e a do milho 1%.

domingo, 30 de outubro de 2011

Milho: falta de semente no mercado preocupa produtores de MT » Notícia » Portal do Agronegócio


A instabilidade no setor foi provocada pelo aumento de 30% da área destinada ao milho verão, produzido na região Sul, e a expectativa de acréscimo de 20% no milho segunda safra em Mato Grosso. No entanto, apesar do preço do grão ter sofrido uma alta considerável este ano, o que provocou o aumento da área de produção, as indústrias produtoras de sementes não se prepararam para atender a demanda crescente.

Ao menos é o que afirma o gerente de uma revenda em Sorriso. Conforme o dirigente, hoje não há mais sementes de ponta disponíveis no município. “As principais sementeiras, a Monsanto, Pioneer e Dow AgroSciences, não vão conseguir atender a demanda. Acredito que eles só vão conseguir oferecer sementes para apenas 15% dos 30% da área aumentada para a cultura na próxima safra. Quem ainda não comprou, vai ficar muito limitado”, explica.

O gerente ainda acrescenta que as empresas no segmento de híbridos de milho ampliaram em apenas 20% a área de pivôs de produção de semente, porcentagem insuficiente para atender a demanda que aumentou em 50% no país.

Para ele, a opção que o produtor tem agora é utilizar sementes com tecnologia inferior ou optar por outra cultura, como sorgo ou feijão. Até agora, cerca de 80% dos produtores de Sorriso já compraram os híbridos das melhores tecnologias, já os outros 20% terão que optar por sementes com tecnologia inferior.

O gerente de outra revenda de insumos agrícolas de Sorriso, Luciano Da Caf, que comercializa sementes com tecnologia Monsanto, mas com qualidade e produtividade inferiores e mais baratas aos híbridos de ponta, disse que o reflexo da falta de semente já pode ser notado em seu comércio.

De acordo com Caf, o aumento pela procura das sementes inferiores já alcançou 10%. Só nesta semana o comerciante já vendeu seis mil sacas de semente, sendo que em todo ano de 2010 a revenda comercializou 13 mil sacas. Até agora, já foram vendidos 16 mil sacas, e a expectativa é chegar a 20 mil.

“A Monsanto cancelou o repasse de 22% das sementes que viriam para Mato Grosso, isto por causa da alta demanda. Este cancelamento provocou, até agora, um aumento de 10% nas vendas de outras sementes que no ano passado não eram procuradas. Neste ano, os produtores estão vindo atrás para comprar o quanto antes estas sementes”, disse o gerente.

Mas seu Argino Bedin está tranquilo. Há 60 dias um dos maiores produtores de Sorriso se adiantou e comprou as 8 mil sacas de milho de tecnologia de ponta para plantar assim que colher a soja. “Fiquei sabendo que alguns pedidos de sementes foram remanejados, e alguns até reduzidos. Isto ninguém esperava, pois nos anos anteriores os produtores compravam milho a hora que queriam, pois sempre tinha de sobra. Esse ano está sendo bem diferente”, comentou o empresário rural.

Apesar da insegurança no mercado, revelada pelos gerentes de revendas e produtores de Sorriso e de toda a região, a empresa Monsanto não confirma os dados de que faltariam sementes para atender a demanda cuja previsão é de acréscimo é de 50% - 20% milho verão e 30% milho safrinha. Por meio da assessoria, o gerente de Marketing de Milho e Sorgo da Monsanto, Sandro Rissi, se limitou a dizer que "dados do mercado apontam que cerca de 70% do milho comercializado na safra 2011 possuía algum tipo de biotecnologia. A expectativa é de que, na próxima safra, esse número chegue a 90%. Além disso, estima-se que grande parte dos agricultores do Mato Grosso já compraram suas sementes. Com relação ao fornecimento de híbridos de milho com biotecnologia, a Monsanto informa que projetou crescimento do mercado de milho no Brasil, com a expectativa de atender a crescente demanda dos agricultores".

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Como é feita a Pipoca Doce Industrial



Conselho Internacional de Grãos espera produção recorde na safra global de milho » Notícia » Portal do Agronegócio


A produção global de milho deve crescer 3,5% em relação à temporada anterior, atingindo um recorde de 855 milhões de toneladas em 2011/2012, afirmou nessa quinta, dia 27, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês). A estimativa anterior do IGC era de 845 milhões de toneladas.

A produção da Europa é estimada pelo IGC no volume sem precedentes de 63,8 milhões de toneladas, superior ao recorde de três anos atrás e oito milhões de toneladas a mais do que temporada 2010/2011. O IGC espera que a China produza 183 milhões de toneladas, três milhões de toneladas a mais do que previa em setembro. Enquanto isso, a safra de milho do Brasil é estimada em 27 milhões de toneladas e a da Argentina, em 60 milhões de toneladas.

“As perspectivas para a produção global de milho melhoraram durante o último mês, de modo que a previsão de safra é recorde, ou está perto, em muitos dos principais produtores” disse o IGC.

Embora haja mais grãos disponíveis do que o esperado anteriormente, o consumo também deve aumentar, segundo o IGC. Portanto, os estoque finais são estimados em apenas cinco milhões de toneladas a mais, totalizando 123 milhões de toneladas.

As importações da China foram revisadas para cima em um milhão de toneladas, para quatro milhões de toneladas - ainda abaixo as estimativas da indústria -, enquanto a expectativa é de que a Europa consuma mais grãos para ração.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Boas condições garantem área de milho 11/12 » Notícia » Portal do Agronegócio


Com as chuvas mais regulares nesta reta final de outubro, o que se colhe neste momento do campo é um avanço de 23,5 pontos percentuais em relação ao ritmo observado em igual período do ano passado. Mais que um indicador de uma boa safra à soja mato-grossense, esta performance revela que a área destinada ao cultivo do milho segunda safra, dentro da janela de plantio, está assegurada.

O desenvolvimento das lavouras de soja é determinante ao milho porque no Estado a mesma área é ocupada pelas duas culturas. Primeiro se plantam variedades mais precoces de soja – com ciclo de desenvolvimento mais curto – para que até fevereiro possa se semear o milho. Na medida em que a colheitadeira vai varrendo os hectares, logo atrás estão as plantadeiras alinhadas para cobrir a área com a semente do cereal. E considerando o ritmo da semeadura da soja registrado até o último dia 20, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 40% da área prospectada à sojicultura está semeada, o que significa dizer que a cobertura atingiu 2,71 milhões de hectares, de um total de 6,78 milhões.

Como a média histórica mostra que a segunda safra do milho costuma aproveitar 30% da área da soja, o que neste ano representaria 2,03 milhões, pode-se se dizer que salvo qualquer incidente, Mato Grosso está com área garantida à semeadura da segunda safra, já que dos 2,71 milhões cobertos com a oleaginosa até o momento, o milho irá demandar pouco mais de 2,03 milhões.

O ritmo atual do plantio no Estado supera não apenas o visto no ano passado, mas também os 31% registrados pelo Imea em igual período de 2009, quando o clima permitiu os trabalhos, sem as complicações registradas no ano passado, que fizeram o início da temporada 10/11 ser atípico. As chuvas são tão decisivas para o sojicultor que neste mês, mesmo com área 8,65% superior aos 6,24 milhões de hectares da safra 10/11, o cultivo atual consegue superar a marca daquela temporada. Na analogia com os trabalhos empregados na safra 09/10, quando 51% da área estavam plantados, há perda, mas naquele ciclo os hectares somaram somente 5,94 milhões, ou, 14,14% abaixo da área 11/12. “Com o plantio da safra 11/12 de soja avançando a cultura do milho começa a ter seu espaço definido”, aponta o Imea. Como destaca o Instituto, no ano passado o milho cobriu 37% da área inicialmente reservada à soja. Mesmo que esse percentual se repita em 2012, o milho demandaria cerca de 2,5 milhões de hectares, volume já assegurado no atual ritmo de plantio.

“Em Lucas do Rio Verde, onde o plantio de soja alcançou 68,8% da safra 11/12, a área de milho na safra 10/11 representou 54% da área de soja, revelando que a extensão que deve ser utilizada como 2ª safra já esteja toda plantada. Em Sorriso, onde o plantio de soja já alcançou 60% da safra 11/12, com a área de milho representando 37% da área de soja da safra passada, também deve haver uma boa safra de milho no próximo ano”.

AVANÇO – O plantio da soja no médio norte do Estado disparou em outubro. Conforme o Imea, a região que é a mais importante produtora de grãos do Estado – representa quase 40% do total de soja ofertado a cada safra – está 33,2 pontos percentuais (pp) a frente do observado no ano passado. Dos 2,64 milhões que deverão ser cultivados neste ano, 52,4% estão semeados. O destaque desta porção é Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá) com 68,8% dos 242 mil hectares previstos, cobertos. Em seguida está a região oeste com 44,6% dos 976,71 mil hectares semeados. O município mais adiantado é Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), cuja área de 367,5 mil hectares tem 55% semeados.

GRÃOS - No levantamento da safra 05/06 pela Conab, a produtividade média mato-grossense de 46 sacas por hectares. Conforme levantamento realizado pelo Imea, nesta última safra, em 10/11, a produtividade média estadual saltou para 53 sacas, aumento de 15,21%. A cada safra há uma quantidade maior de tecnologia disponível ao produtor de soja, garantindo o ganho de produtividade.

domingo, 23 de outubro de 2011

Milho protegido contra as doenças » Notícia » Portal do Agronegócio


Eficiente no controle de importantes doenças foliares, a BASF acaba de lançar a campanha publicitária para o novo fungicida do seu portfólio destinado a cultura do milho, o Abacus® HC. O cadeado, peça-chave da campanha, faz alusão à eficácia do fungicida que barra a entrada das principais doenças nas folhas, contribuindo para assegurar a formação das espigas.

“Auxiliar o produtor de milho a ter maior rendimento, qualidade e a combater com eficiência as doenças que atacam sua lavoura, como a ferrugem e a mancha foliar, é o principal objetivo do produto Abacus® HC”, comenta o gerente de Marketing e Relacionamento da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF para o Brasil, Oswaldo Marques.

A campanha para o milho foi desenvolvida pela agência e21 do Grupo MTCom. A veiculação das peças tem início neste mês de outubro em todo Brasil com inserções em veículos do trade de agronegócios, incluíndo TV, Impressos, Internet. Peças para outdoor com foco nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso também serão usadas.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Relatorio Mensal de Exportação Milho - Setembro


Relatório Mensal de Exportação - Setembro


Vendas externas de milho atingem o maior volume do ano

De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o Brasil registrou alta no volume de exportação em setembro de 2011. No mês passado foram exportados 1,65 milhão de toneladas de milho, maior volume exportado no ano. A quantidade escoada foi 8,3% superior em relação ao volume exportado em agosto, porém foi 14,6% inferior ao volume exportado no mesmo período de 2010.

No acumulado do ano, as exportações de milho por parte do Brasil contabilizaram até agora um total de 6,2 milhões de toneladas, ou seja, alta de 14,0% sobre o volume acumulado no mesmo período de 2010, quando haviam sido exportados 5,5 milhões de toneladas do cereal.

O principal importador do milho brasileiro em setembro foi o Japão, que respondeu por 23,7% de nossas vendas externas. No acumulado do ano, o Irã ainda é o maior importador do milho nacional, com 20,9% do total escoado pelo Brasil em 2011.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Soja e milho: preço x custo



As duas melhores safras da última década foram as de 2003/04 e 2010/11.

Além da produção, os preços da soja e do milho alcançaram níveis nominais elevados e, até mesmo, recordes em alguns momentos. Todavia, na comparação entre uma e outra, a receita do produtor acabou diminuindo comparativamente. Isso porque o aumento do custo de produção foi muito superior ao aumento dos preços recebidos pelo saco dos produtos citados. Assim, no caso da soja, enquanto a inflação entre outubro/03 e outubro/10 ficou em 42,5%, o custo operacional médio (incluindo o financiamento) aumentou em 26,3%. Já o custo total (incluindo a remuneração da terra) subiu 29,3% no período. Nos dois casos, bem abaixo da inflação oficial.

Todavia, o preço médio recebido pelo produtor rural, pela soja negociada em abril de cada um dos anos citados, recuou nominalmente de 14,1%, passando de R$ 49,72/saco em abril de 2004, para R$ 42,72/saco em abril de 2011. Assim, a renda líquida final acabou sendo melhor em 2003/04. Os cálculos com valores reais confirmam esta assertiva.

Para o milho a realidade não foi muito diferente. O custo operacional (mais financiamento) subiu 30,9% no mesmo período, enquanto o custo total (incluindo a remuneração da terra) subiu 47,8%. Em compensação o preço recebido pelo produtor, no momento da comercialização, igualmente subiu, porém, de apenas 17,7%. Também aqui, salvo em casos isolados e em casos de produtividade muito acima da média considerada, o produtor do cereal acabou tendo uma receita líquida melhor em 2003/04 do que nesta última safra. (cf. dados da Fecoagro, Emater, FGV e CEEMA)

domingo, 16 de outubro de 2011

Choveu bem; agora, terminar a semeadura



10/10/11 - 16:41
As chuvas dos últimos dias trouxeram um sentimento de alívio e satisfação para um grande número de produtores da região que decidiu iniciar a semeadura da safra de verão 2011/12 mesmo "na poeira", sob forte calor e baixa umidade, confiando nos prognósticos climáticos. Na última semana, os campos ficaram repletos de semeadeiras e, em alguns municípios, os agricultores já fizeram metade do serviço, caso de Ivatuba, a 40 km de Maringá. O gerente da Cocamar local, Roberto Zucoli, informa que pelo menos 50% da área já foram semeados; os outros 50% serão complicados assim que parar de chover e for possível entrar novamente com as máquinas na roça.

De olho na expectativa de chuva para sábado e domingo, que realmente ocorreu, a família Trevisan semeou até o final da tarde de sexta-feira. Dona de 140 alqueires, onde semeia soja, a família quer acabar logo para adiantar o ciclo da cultura e, no começo de 2012, conseguir semear mais cedo, também, o milho de inverno. "A gente fica atento aos sites sobre clima", conta Eduardo, um dos dois filhos do proprietário Antônio. Ele torce para ser mais um ano bom: na última safra de verão, a colheita rendeu 150 sacas em média por alqueire e, na recente, de milho de inverno, 250 sacas.

"Virou regra geral semear mais cedo para viabilizar as duas safras", acrescentou o gerente Zucoli

IBGE: Milho contribui para estimativa maior de safra nacional em 2011 » Notícia » Portal do Agronegócio


IBGE: Milho contribui para estimativa maior de safra nacional em 2011 » Notícia » Portal do Agronegócio
A avaliação é do gerente de Coordenação de Agropecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andre Andreazzi, ao comentar o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), publicado nesta quinta-feira (06/10).

Paraná - De acordo com ele, o Estado do Paraná, segundo maior produtor de milho do país, reavaliou positivamente sua produção, elevando-a em 9,1% em setembro, em relação a agosto, para 6 milhões de toneladas. Na análise do especialista, a tendência para a commodity agrícola é de alta, uma vez que os Estados Unidos já avisaram que sua produção será menor em 2012.

Preço - “O preço da saca do milho, de 60 quilos, varia de R$ 25 a R$ 30 no mercado internacional e já está influenciado por expectativas em relação a 2012. Tudo indica que o preço do milho estando satisfatório como está, a tendência é que aumente o plantio dessa cultura no próximo ano”, afirmou Andreazzi. Ele acrescentou que a mesma expectativa de valorização do milho vale para a soja em grão, cuja estimativa de produção apresentou estabilidade no período agosto-setembro, mantendo a projeção de 74,84 milhões de toneladas de safra para este ano.

Feijão - Já o feijão teve a sua expectativa de produção reduzida em 1% em setembro, frente a agosto, para 3,588 milhões de toneladas, em razão da estiagem na Bahia, o que acabou rebaixando a safra do Estado em 12,2% no período, destacou Andreazzi. Segundo o IBGE, toda a área de colheita no país representará 48,6 milhões de hectares, um acréscimo de 4,5% em comparação a 2010.